Sinopse Carnaval 2008

G.R.E.S. UNIDOS DO VIRADOURO

CARNAVAL 2008

 

É DE ARREPIAR!

Começou o desfile. Sente o frio?

Esse vento que passa provoca arrepios.

Esfregue as mãos, cubra o corpo, chegue mais perto de mim.

Não deixe que o sangue congele. Se embole, se agite.

Nunca vi nada assim.

Grite! Procure saber de onde vem o vento, a ventania.

Esfria, arrepia, me esquenta.

Ouça o samba. Mexa o corpo, requebre, me agüenta.

Quero fazer sua vontade. Te arrepiar na folia.

 

Quer fazer a cabeça? Enrolado, arrepiado, embolado, colorido.

Qual é o seu estilo? Arrumadinho, despenteado, espetado, transviado.

De qualquer jeito, a gente se vira e desvira, desvia.

 

Desperte o meu desejo, num beijo.

O seu corpo estremece no meu.

Vem comigo, vem pro mundo,

mas traz no seu grito a alegria

de quem já é poesia

somente porque nasceu.

 

Para mudar o sentido da vida,

reescrever a história,

recompor a memória, a cena, a música.

Criar uma mesma emoção.

 

Está tremendo? Mas amor, o que passa agora?

Me abraça, que também sinto o coração disparar.

O horror a me turvar a mente: desolação.

A vida que se deixa num fio, no fogo, no jogo do poder.

O fim consentido, provocado, executado.

Centenas, milhares, milhões de vidas perdidas.

 

E o que mais ainda arrepia? Essa não! Que nojo!!!

Não quero decepcionar. A gente está só se conhecendo.

Mas chama alguém corajoso, de vassoura ou de chinelo,

que com esses seres eu me pelo.

 

Veja só o que vai passar! Sente um calafrio?

Esses monstros terríveis, que provocam pesadelos,

pulam da tela e vêm aqui te assustar?

Mas me abraça, que, mesmo apavorado, com você aqui do lado,

já me dá outro arrepio!

 

Por tudo o que já se viu,

a Viradouro vai arrepiar.

Mas nem pense que é o fim.

Porque o maior arrepio

virá de um vento tardio.

Daqueles que sopram na memória.

Um vento sem frio,

um tempo de aquecer as lembranças

e sentir arrepios de emoção e saudade!

Não fale. Simplesmente exale

o perfume que roubam de ti!