Meio: O Dia na Folia
Data: 20/09/2006

Paulo Barros: 'Repetir o show do Canecão, só se apagasse as luzes da Sapucaí'

A Viradouro usou a ilus ão de ótica para apresentar seu enredo na noite de segunda-feira, no Canecão. Na apresentação mais criativa dentre as treze escolas do Grupo Especial, a vermelha-e-branca de Niterói trouxe para o palco 15 bailarinos, vários elementos cênicos e um show de luzes e efeitos para representar o universo mágico dos jogos.

A perfomance foi ensaiada durante um mês e ao final uma pergunta rondou a cabeça dos carnavalescos concorrentes: será Paulo Barros capaz de levar os mesmos efeitos para a Marquês de Sapucaí? "Só se eu apagasse as luzes da Avenida", brincou. Em se tratando de Barros é bom não duvidar.

A apresentação

Um painel cenográfico com a figura de um coringa abriu a encenação. A imagem foi recepcionada por uma bailarina nua no palco. Como num passe de mágica a mulher sumiu com o desenho, aparecendo em seguida com as roupas do coringa.

A simulação do jogo de videogame come-come arrancou aplausos não só dos torcedores da escola de Niterói. A platéia teve a sensação exata de estar na frente da tela do jogo. Um adereço de madeira do Pac-Man, manipulado por um bailarino, ia percorrendo um bastão. A medida que o elemento cênico avançava, um pano preto camuflava o bastão, garantindo a ilusão que o game comia o bastão. A escola também mostrou o jogo de damas, varetas e o tradicional jogo da velha

"Difícil foi selecionar os jogos que levaremos para a Avenida. Serão quase 40, entre eles: damas, xadrez, gamão, jogo da velha, carteado, tarô, jogo de búzios, I-Ching, lego, jogos eletrônicos, simuladores, paint-ball e o divertido Onde está Wally?", conta Paulo Barros. Sobre a apresentação da escola de Niterói, o carnavalesco resume seu sentimento: "Prazer e gostar de trabalhar. Estou muito feliz", disse.