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Site O Dia na Folia
Data: 31 /01/2007
Paulo Barros: 'Luxo gratuito não convence mais'
'Pelo modelo de carnaval exigido pela Liesa atualmente as pessoas têm que entender de verdade o que está sendo passado. O luxo gratuito não convence mais', afirma carnavalesco Paulo Barros
Raphael Azevedo
Rio- Depois de desenvolver três carnavais na Unidos da Tijuca, Paulo Barros faz sua estréia à frente da Viradouro querendo manter a linha de desfile que o tornou famoso. Mais uma vez, as chamadas alegorias humanas estarão na Avenida distribuídas pelos sete setores do enredo "A Viradouro Vira o jogo".
Aos 44 anos, o carnavalesco diz que não houve a preocupação de se utilizar jogos praticados por todas as idades. "Tive que escolher muito bem, pois senão haveria acúmulo de informações na Sapucaí".
Sugerido pelo físico da Casa da Ciência da UFRJ Ildeu de Castro, o enredo desenvolvido por Paulo Barros promete mostrar a alegria proporcionada pelos diversos tipos de jogos. Já aqueles considerados de azar, terão uma outra abordagem. "Embora haja discussão sobre jogos oficiais, o carnaval é uma festa para a diversão. Meu enredo será sobre isso. Ninguém fará apologia a nada", revela.
Para garantir uma fácil leitura na Avenida, Paulo aposta na força de seu próprio estilo. "Pelo modelo de carnaval exigido pela Liesa atualmente as pessoas têm que entender de verdade o que está sendo passado. O luxo gratuito não convence mais"", critica.
O sucesso obtido com carros-alegóricos como o do DNA, em 2004 e o do Homem de Lata, em 2005, foi grande, mas acabou criando também um problema que o carnavalesco não esperava. "Muita gente agora só olha para as pessoas no alto dos carros, sem dar valor às alegorias estáticas. No último carnaval, achei que o carro do Bebê e o dos Fuscas iriam acontecer mais", confessa.
Depois de muito mistério no barracão, a grande promessa do desfile deverá ser o momento em que a bateria subir na terceira alegoria e atravessar a Sapucaí. Presente em boa parte dos ensaios técnicos na Sapucaí, Paulo ironiza o "excesso de badalação em torno dele" e responsabiliza a mídia pelo fenômeno. "Os jornais e as rádios é que criaram essa coisa toda. Meu ego é pequeno". Com pouco mais de uma década atuando no carnaval, Paulo Barros se diz fã de Rosa Magalhães, Viriato Ferreira e Max Lopes.
Como momento inesquecível no Sambódromo, ele enumera o desfile de 87 da Mocidade ("Tupinicópolis"). Em 2007, a Viradouro virá com 33 alas, e com preço médio das fantasias variando de R$ 500 até R$ 600. Dentro do barracão na Cidade do Samba, 250 pessoas trabalham na confecção de alegorias e fantasias para o desfile de 2007.
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