Os 300 ritmistas da Viradouro
vão ficar por algum tempo
em cima de um carro alegórico
A
bateria é o coração
da escola de samba. Pulsa forte
pela mão dos ritmistas. É controlada
por um maestro sem batuta, que
conta apenas com gestos e um
apito. Mestre Ciça é o
comandante da Viradouro. Uma
bateria que a cada carnaval surpreende
o público na Avenida Marquês
de Sapucaí. Lembra da
batida funk? E dos ritmistas
ajoelhados?
Na segunda-feira,
em um ensaio fechado, mostrado
com exclusividade para o RJTV – 1ª Edição,
Mestre Ciça deu uma pequena
amostra do que pretende fazer
logo no início do desfile.
A
bateria se divide ao meio quando
chegar ao Setor 1, o das arquibancadas
populares. E durante o desfile,
a bateria vai fazer várias
paradinhas e coreografias.
Coreografias
e Paradinhas. Mas está pensando
que é só isso?
Pois se prepare para a novidade
que a Viradouro vai trazer para
o Carnaval 2007.
Pode acreditar:
a bateria, quem diria, vai para
o carro alegórico. É só durante
um determinado trecho da passarela
do samba. Lá em cima,
a batida não pára,
nem as coreografias. Mestre Ciça
está empolgado com a manobra.
Mas diz que é diferente
de tudo o que já fez até hoje.
“Tocar
no cimento, no chão, é uma
coisa. Quando tocamos em cima
de uma madeira, o som fica muito
melhor. Em cima do carro alegórico
a gente sente essa diferença”,
explica Mestre Ciça.
O
carro alegórico tem
43 metros de cumprimento. Os
integrantes da equipe do carnavalesco
Paulo Barros afirmam que ele
suporta fácil o peso dos
300 ritmistas.
“Desde
o início
da montagem, existiu uma preocupação
para que o carro alegórico
suporte o peso das 300 pessoas
com tranqüilidade. Vai ser
uma coisa para esquentar a avenida.
A Viradouro quer empolgar o público
com mais essa artimanha da escola”,
ressalta Júnior Schall,
assistente de carnaval da Viradouro.